Fotografia para deficientes visuais é o tema de oficina que será realizada no SESC Pinheiros, em São Paulo
"O outro olhar: fotografia com o corpo e seus sentidos" é uma oficina de fotografia para Deficientes Visuais, que será realizada a partir de 19 de janeiro, pela doutora em Comunicação Míriam Cris Carlos e pelo fotógrafo e jornalista Werinton Kermes, no SESC Pinheiros , em São Paulo.
O convite aos coordenadores foi feito pelos programadores do SESC, após a Realização de pesquisa sobre Trabalhos Desenvolvidos com deficientes visuais. O SESC percebeu que Miriam e Werinton foram os pioneiros no Desenvolvimento de pesquisas sobre produção de imagens por deficientes visuais, com a Realização da primeira Oficina em 2002, em Sorocaba, SP.
Após esta primeira experiência, o trabalho foi realizado em outros lugares, entre eles em Belém, e por dois anos seguidos, a partir de então, inúmeros Surgiram projetos similares em todo o país. Inclusive o SENAC, na sua graduação em Fotografia, em São Paulo, passou uma ministrar oficinas de fotografia para deficientes visuais. Segundo Kermes, "ver uma experiência multiplicada por todo o Brasil, além de outras no mundo, só nos estimula uma continuar ousando em nossas iniciativas".
A proposta do curso é ensinar técnicas de produção de fotografia para os deficientes visuais, com o retrato, auto-retrato e texturas. São Oferecidas noções de distância para uma captação de imagens, de recorte e composição, além de discussões sobre a arte, o poético, o erro eo acaso, para capacitar os participantes um Operar uma máquina simples e registrar imagens a partir do tato, da audição , do olfato. Além disso, a experiência tem funcionado como um processo de inclusão, ao estimular uma curiosidade, a criatividade ea auto-estima.
A percepção ea construção de imagens são temas pesquisados por Míriam Cris Carlos, doutora em Comunicação e Semiótica e professora do Mestrado em Comunicação e Cultura da Universidade de Sorocaba. Ela explica que "as imagens se constroem também de dentro para fora e vice-versa, a partir de todos os sentidos, não só da visão. Imagens são produzidas com o tato, com o olfato e paladar O COM. Imagens Sonoras nos cercam ainda pelo rádio e pelas narrativas orais. Quando começamos, em 2002, causamos estranheza enorme. Hoje até máquina fotográfica para deficientes visuais já foi desenvolvida por um designer chinês ".
O mote da oficina é a Possibilidade da produção da imagem fotográfica por deficientes visuais, Cuja sensibilidade corporal é Capaz de recortar a realidade que os cerca, registrando-a fotograficamente. Segundo os realizadores, o que se pretende é "partilhar a experiência do Viver no escuro conceber e imagens nele e saber que há muitas realidades à nossa volta. Talvez, assim, seja Possível compreender melhor o modo particular de estar no mundo, um mundo com outras luzes e nos dar conta de que estamos, nós, que vemos tantas imagens TODOS OS DIAS, cegos ". Kermes afirma: "com este trabalho, queremos Proporcionar um nós mesmos, como realizadores, uma nova Possibilidade de ouvir nos enxergar, tocar e cheirar uns aos outros". O próximo passo para os realizadores é realizar uma oficina para uma produção de imagens em movimento, que um serão transformadas em documentário produzido pelos participantes, deficientes visuais.
Objetivos gerais do projeto:
-- Discutir a comunicação e suas diversas formas.
-- Discutir uma percepção, o espaço ea experiência.
-- Discutir o poético e uma poética da imagem.
-- Compreender a comunicação do deficiente visual eo seu universo de imagens de construção.
-- Criar Mecanismos Facilitar POSSAM que uma prática da fotografia por deficientes visuais.
-- Realizar uma produção de imagens fotográficas sem uma visão da Utilização, por meio da exploração de outros sentidos como o tato, olfato e audição.
-- Explorar o acaso, o erro ea quebra de paradigmas na construção estética da fotografia realizada por outros sentidos.
O outro olhar: fotografia com o corpo e seus sentidos
Oficina de fotografia para deficientes visuais
De 19 a 30 de janeiro
SESC Pinheiros - São Paulo
Mais informações:
(15) 97795056 - Werinton Kermes
(15) 97228025 - Míriam Cris Carlos
Miriam Cris Carlos e Werinton Kermes:
Miriam Cris Carlos e Doutora em Comunicação e Semiótica, especialista em Teoria da Literatura e graduada em Letras. Professora Pesquisadora do Mestrado em Comunicação e Cultura da Universidade de Sorocaba, Uniso. Apresentadora do provocare TV, FM e provocare Cruzeiro Educação. Roteirista e documentarista. Publicou, pela Sulina, "Comunicação e Cultura Antropofágicas e", pela Editora e provocare Eduniso, "A palavra da Pele palpável" e "Arteiras Sorocabanas".
Plataforma Lattes:
https: / / wwws.cnpq.br / curriculoweb pkg_menu.menu /? f_cod = BEACB5B7BB97BABBCAE8492D5461A094
Werinton Kermes, fotógrafo, jornalista, documentarista e produtor cultural. Foi secretário da Cultura da Cidade de Votorantim até novembro de 2009 (por oito anos). Diretor do provocare projeto, do Cruzeiro Educação e da TVV Votorantim - SP. Inúmeras Recebeu premiações, entre elas o prêmio de melhor videodocumentário no Festival de Gramado por "João do Vale, muita gente desconhece" e "Povo marcado". Atualmente finaliza o documentário "Clementina cadê você", que retrata a vida ea obra da cantora brasileira Clementina de Jesus. Publicou pela Editora provocare o Livro Política e Ação Cultural, por uma Gestão das Culturas E também é autor de "Nossa Arte à Meia-Luz".
werintonkermes.blogspot.com
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